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Adopte procedimentos de segurança básica |
A última onda de vírus voltou a provar que existem muitos hackers espertos e com elevados conhecimentos técnicos, mas que a maioria dos grandes problemas de segurança acontecem simplesmente porque os utilizadores não asseguram os procedimentos de segurança básicos.
Os vírus que mais estragos causaram nos últimos meses aproveitavam falhas de segurança já identificadas e corrigidas, tirando partido de utilizadores e gestores de sistemas distraídos ou descuidados que não tinham tomado as devidas providências protegendo os seus computadores e redes.
Grande parte dos ataques de hackers não são derivados de grande investigação técnica, mas de dados conhecidos e documentados, exploradas de forma inteligente ou massiva. Alguns cuidados de segurança básicos, que passam pela instalação de aplicações de protecção e uma configuração mais atenta dos mesmos, podem evitar maiores problemas a quem os aplicar. Veja alguns dos passos a não esquecer para garantir a protecção do seu computador.
1 - Verifique e instale frequentemente as actualizações de segurança
É frequente a descoberta de falhas nos sistemas operativos e em aplicações que podem ser explorada por hackers, normalmente decorrente de uma verificação pouco intensiva do código ou de uma utilização pouco habitual de determinada aplicação. Os bugs fazem parte da história de software desde os seus primórdios, mas os recentes problemas de segurança em grande escala causados pela exploração das vulnerabilidades pelos vírus e por hackers em sistemas com elevada necessidade de protecção, como acesso a serviços de comércio electrónico e ebanking, aumentaram o conhecimento deste problema e colocaram maior pressão sobre as fabricantes de software.
Num movimento de cariz claramente corporativo, as empresas decidiram mesmo, em 2002, limitar a divulgação dessas vulnerabilidades e estabelecer um código de conduta, que define que a cada falha descoberta se deve fazer primeiro um aviso à empresa produtora de software e só depois divulgar publicamente a existência do bug. Isto deverá permitir às empresas publicarem um software de correcção (patch) que evite uma exploração mal intencionada do problema.
Embora este sistema funcione mais ou menos explicitamente, e os analistas de mercado afirmarem que o número de vulnerabilidades identificadas tem vindo a diminuir, é importante que os próprios utilizadores façam a sua parte neste processo, mantendo-se atentos à publicação de informação por parte dos fabricantes do software que utilizam e fazendo as actualizações necessárias.
A própria Microsoft renovou recentemente o seu sistema de updates de software, que permite que os utilizadores dos sistemas operativos sejam avisados para a existência de uma actualização crítica. No âmbito da sua iniciativa de Trustworthy Computing, a Microsoft melhorou os sistemas de update e os processos de actualização, limitando o número de releases mensais e apostando em versões mais estáveis dos patches.
A instalação dos códigos de correcção normalmente é rápida e não traz muitos problemas de estabilidade, quer se trate de um sistema operativo ou de aplicações específicas, pelo que é recomendável que seja feita sempre que existe um alerta de segurança.
Note porém que em relação aos sistemas operativos, a Microsoft já não suporta o Windows NT Workstation, Windows 98 e Windows 95, que chegaram ao fim do seu ciclo de vida. Por isso mesmo a empresa recomenda que os utilizadores procedam a actualizações para o Windows Vista.
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